Foi lançado o documento Educação integral: um caminho para a qualidade e a equidade na educação pública, que visa contribuir para o debate e os esforços de gestores públicos na estruturação das políticas de educação integral. A publicação é resultado de construção coletiva que envolveu representantes de organizações sociais, fundações, institutos, órgãos governamentais e academia.

Segundo o gerente de conteúdo do Todos pela Educação, Ricardo Falzetta, o documento busca esclarecer o que se entende por educação integral, conceito que vem ganhando espaço no debate público, embora ainda existam questões a serem enfrentadas para que a educação se estabeleça com qualidade e equidade. “Um de nossos principais marcos, o Plano Nacional de Educação, menciona a educação em tempo integral e temos que avaliar que o tempo é um dos fatores desse arranjo, mas não o único. Falamos numa perspectiva da integralidade dos sujeitos”, explica Falzetta.

Para Pilar Lacerda, da Fundação SM, é necessário dispor de um projeto diferente de escola que articule melhor o tempo, o espaço e o conteúdo, o que deve ser definido com clareza no projeto político pedagógico. Para isso, segundo Lacerda, é necessário repensar os componentes da gestão educacional, como financiamento, infraestrutura, parcerias, intersetorialidade, proposta curricular, contratação e formação de professores, questões que afetam diretamente a qualidade da Educação.

A publicação faz parte de uma série de textos desenvolvidos a partir de encontros organizados pelo movimento Todos Pela Educação por meio dos chamados grupos de assessoramento, cujo objetivo é formular propostas de políticas públicas em Educação com foco na melhoria da qualidade do ensino público brasileiro.

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