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Colégio de Niquelândia aposta na formação de professores e aproximação com a família para uma educação de qualidade

6 de julho de 2009

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A diretora Maria Abadia (ao centro) com a equipe de direção e coordenação do colégioValorização da equipe escolar e parceria com a família. Estes são os dois ingredientes em que o Colégio Estadual Coronel Joaquim Taveira, localizado em Niquelândia, Goiás, aposta para conseguir melhorar os índices educacionais.

Segundo a diretora Maria Abadia Aparecida, há três anos o colégio promove uma série de ações neste sentido, a fim de garantir e promover uma formação de qualidade para seus alunos. “São ações simples, do dia-a-dia, mas que fazem a diferença. O aluno só conseguirá se desenvolver de fato se tivermos uma parceria forte entre escola e família”.

Por isso, os pais são envolvidos em todos os projetos da escola, além de participarem de reuniões mensais e também fazerem parte do Conselho Escolar. Outra ação realizada pelo colégio são os encontros de formação com os pais, em que são convidados a participarem de palestras.

Na última semana, por exemplo, os familiares estiveram presentes num encontro de finalização do semestre, em que a direção apresentou também os planos para os próximos meses, como a aplicação da Prova Brasil. “Eles precisam estar a par de tudo o que acontece na escola. Com isso, a instituição cresce”, aponta Abadia.

O incentivo à formação dos professores também é assunto primordial no colégio. Todos são motivados a participarem de cursos de formação continuada e se aprimorarem cada vez mais. A diretora aposta no compromisso e responsabilidade de sua equipe para promover um melhor desempenho de seus alunos.

Atualmente, o colégio conta com cerca de 680 alunos no Ensino Fundamental, além de 400 alunos no EJA (Educação de Jovens e Adultos). A escola é responsável ainda por mais três extensões do Ensino Médio no módulo EJA em outros locais pela cidade.

Há quatro turmas no Colégio Padre Valentim, escola municipal instalada no Jardim Atlântico, assim como duas turmas na Escola São Jorge, localizada na zona rural, no povoado de Machadinho, a cerca de 125 quilômetros de distância do centro de Niquelândia. Mais uma turma também é atendida no Presídio Municipal de Niquelândia. No próximo semestre, há previsão de instalação de uma nova turma no local. Em todas estas extensões, são atendidos cerca de 150 alunos.

Desde 1992, o colégio também é considerado uma escola inclusiva, ou seja, atende 16 alunos com deficiência. Para que estes alunos possam desenvolver plenamente o seu aprendizado, a escola tem a participação de quatro professores exclusivos para dar apoio na formação destes estudantes.

Segundo a diretora, todos os anos, a escola determina também um tema central para ser discutido e desenvolvido de forma interdisciplinar por todos os professores da escola, envolvendo a participação dos anos. Em 2009, a proposta é discutir: “Paz, a gente que faz”. Para isso, os estudantes participam de atividades que despertam a sua criatividade e estimulam os alunos a investirem nos estudos.

“O nosso maior desafio justamente despertar o interesse dos alunos em estudar. Sentimos a ausência da família neste processo e o quanto isso impacta negativamente na sua formação. Muitos acabam abandonando os estudos, pois ainda não despertaram para a importância da educação”, acredita ela.

Os esforços da escola em investir em seus alunos, têm trazido resultados positivos. Em 2007, o IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) observado na escola foi de 4,3, para os anos finais do Ensino Fundamental. É um bom resultado se comparada com a média do município, que foi de 3,6, e também da média nacional, que foi de 3,5. A mesma situação é observada para os anos iniciais do Ensino Fundamental.

Em relação à distorção série-idade, o colégio também se destaca. São 20,3% de alunos em séries não correspondentes com sua idade nos anos finais do ciclo, frente a uma média de 37% na cidade.

Para Abadia, esses resultados são consequência de uma postura adotada pela equipe: “Acreditamos na escola pública e temos um compromisso com a educação”.

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