O Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea) divulgou recentemente que nos últimos anos cresceu o número de jovens entre 15 e 17 anos que estão no ensino médio. A revelação parece condizente com a realidade de Catanduva, interior de São Paulo, já que dados da Diretoria de Ensino de Catanduva e região, que responde por essa etapa de ensino, confirmam o crescimento.
De acordo com a Diretoria, o número de matrículas na rede estadual vem crescendo gradualmente nos últimos três anos. Em 2008, haviam 7.309 alunos matriculados nas três séries do ensino médio, nos 15 municípios que compõem a diretoria de ensino. Em 2009, era 7.330 e atualmente este número chega a 7.813 alunos matriculados.
Segundo a dirigente Regional, Maria Aparecida Cheruti Frare, todos os alunos que terminam a 8ª série nas escolas atendidas pela Diretoria têm vaga garantida no ensino médio.
“São alunos oriundos das escolas municipais, particulares e estaduais. Os que não fazem o ensino médio regular por ter idade imprópria, vão para o EJA (Ensino de Jovens e Adultos), pois a escolaridade em nível de ensino médio está sendo cada vez mais exigida pelo mercado de trabalho”, explica.
Embora haja o registro do aumento da inserção dos jovens no ensino médio, a questão da evasão escolar na região ainda não está totalmente vencida. Dados da Diretoria mostram que, em 2009, a evasão do ensino médio foi de 4.0% nas suas escolas pertencentes e de 4.9% no Estado. Catanduva, no entanto, apresenta índices melhores, com evasão de 3,05% “Isso mostra que está havendo uma maior conscientização dos alunos sobre a necessidade de completar este nível de ensino”, afirma Maria Aparecida.
Segundo a dirigente, uma das razões que justificam a evasão nos municípios do entorno, é a imigração das famílias provenientes das regiões norte e nordeste. “Muitos dos alunos são filhos de trabalhadores que chegam em abril ou maio para a colheita da cana e em outubro ou novembro, com o fim da safra, retornam aos estados de origem abandonando a escola e levando à evasão escolar.” Ela ressaltar também o fato de que alguns alunos, ainda bem jovens, entram para o mercado de trabalho e por causa do cansaço deixam a escola. Para driblar o problema, explica Maria Aparecida “proporcionamos aos alunos a flexibilização no horário de entrada das aulas, e também oferecemos a merenda antes do início das aulas”, finaliza.
Com informações do site O Regional
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