Estudantes de 10 a 17 anos de escolas brasileiras estão convidados a participar da 11ª edição do Prêmio das Crianças do Mundo. A iniciativa, criada por uma instituição sueca, tem como propósito promover, anualmente, histórias de pessoas do mundo todo que dedicam suas vidas em prol dos direitos das crianças e adolescentes. Juntos, os estudantes de vários países vão eleger o seu representante pelos Direitos das Crianças.
No Brasil, o Prêmio conta com a parceria dos portais de educação da Positivo Informática: o Educacional (www.educacional.com.br ), que atende escolas particulares, o Aprende Brasil (www.aprendebrasil.com.br ), criado para as secretarias de Educação e suas escolas e o Portal Positivo (www.portalpositivo.com.br ), aberto a todas as escolas usuárias do Sistema Positivo de Ensino. Para participar é necessário que a escola seja associada a alguns desses portais.
Antes da votação, os alunos encontram nos portais um espaço aberto para debater questões ligadas à temática do prêmio, e assim, entender as dificuldades enfrentadas por crianças e adolescentes que, ao terem seus direitos violados, por vezes, não têm a quem recorrer. É nesse ponto que o trabalho de algumas pessoas pode fazer toda a diferença. São voluntários que não medem esforços na tentativa de acabar com a escravidão, a prostituição infantil, o tráfico de pessoas, as agressões, entre outras histórias, infelizmente comuns, que demonstram claramente o quanto ainda é preciso evoluir na questão dos direitos das crianças e adolescentes.
Do lado dos estudantes, a motivação maior é conhecer as histórias dos indicados, seus países de origem, cultura, e dessa forma compreenderem como ações aparentemente pequenas podem mudar a vida de milhares de pessoas em todo o mundo. Ao participar, as escolas recebem da Fundação Prêmio das Crianças do Mundo um certificado de “Amiga Mundial da Criança”.
A premiação
O Prêmio foi criado em 2000 e é administrado pela Fundação Prêmio das Crianças do Mundo (www.worldschildrensprize.org), uma instituição sueca, sediada na cidade de Mariefred. A Rainha Sílvia, madrinha da iniciativa, participa pessoalmente da cerimônia de premiação, realizada todos os anos na Suécia. Para quem não sabe, a Rainha Sílvia tem vínculos diretos com o Brasil. É filha de brasileira e viveu em São Paulo dos 4 aos 13 anos de idade.
Em 2010, para comemorar uma década do Prêmio e os vinte anos da Convenção da Criança da ONU, os indicados para votação foram os dez vencedores de todas as edições anteriores. Nelson Mandela e sua esposa Graça Machel foram eleitos os Heróis dos Direitos das Crianças da Década, ele por lutar pelos direitos de igualdade para todas as crianças da África do Sul e ela por trabalhar pelos direitos das crianças vulneráveis de Moçambique, em especial das meninas.
Em 2011, os indicados ao Prêmio são Cecilia Flores-Oebanda, das Filipinas; Monira Rahman, de Bangladesh; Murhabazi Namegabe, da República Democrática do Congo.
Leia abaixo os perfis dos candidatos:
Cecilia Flores-Oebanda – Filipinas
Luta há 20 anos contra o trabalho infantil e o tráfico humano. Fundou a organização Fórum Visayan que salvou dezenas de milhares de meninas do trabalho escravo e do tráfico humano. A ONG realiza trabalho preventivo em áreas rurais e cidades para impedir que crianças sejam exploradas. Cecilia influenciou a legislação nas Filipinas e em todo o mundo para melhorar a proteção à criança.
Monira Rahman – Bangladesh
Luta para colocar um fim na violência com ácido e gasolina em Bangladesh. O motivo dos ataques contra mulheres geralmente é ciúme e contra os homens a disputa por terra. Os ataques com ácido eram comuns, mas ninguém sabia disso e a imprensa não mostrava. Para mudar esta realidade fundou a ASF (Acid Survivors Foundation – Fundação dos Sobreviventes do Ácido), em 1999. Antes da fundação havia mais de um ataque com ácido por dia em Bangladesh. Com o trabalho de Monira esse número caiu pela metade e o objetivo é zerar os ataques até 2015. ASF ajuda os sobreviventes a terem uma vida ativa, com dignidade. Os próprios sobreviventes se tornam os maiores ativistas da causa contra esse tipo de violência.
Murhabazi Namegabe
Luta há mais de 20 anos em prol das crianças da República Democrática do Congo, país devastado pela guerra. Desde 1989, Murhabazi, por meio de sua organização, a BVES, libertou mais de 4.000 soldados-crianças e mais de 4.500 meninas abusadas sexualmente por grupos armados. Seus 35 lares e escolas já cuidaram de 4.600 crianças refugiadas, abandonadas, oferecendo comida, roupas, um lar, cuidados médicos, terapia, oportunidade de ir à escola, segurança e amor a crianças que estão entre as mais vulneráveis do mundo. A maioria das crianças volta para suas famílias. Muitos são contra a luta de Murhabazi. Ele já foi preso, espancado e recebe ameaças de morte constantes. Sete de seus companheiros de trabalho já foram mortos.
Com informações da assessoria de comunicação
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Tags: direitos das crianças e adolescentes, Prêmio das Crianças do Mundo


30 de julho de 2011 às 9:21
Eu mereço ganhar!
3 de abril de 2012 às 15:08
eu ♥ esse concurso