A pesquisa destaca que a dedicação aos estudos tem trazido bons resultados e retornos à população brasileira. O estudo mostra o efeito da educação no salário do trabalhador brasileiro e aponta os danos de uma trajetória escolar interrompida na juventude.
De acordo com a pesquisa, cada ano de estudo que o brasileiro acumula em seu currículo gera um salto médio em seu salário de 15,07%. O mesmo movimento é observado nas chances de ocupação que, seguindo o mesmo critério, aumentam em média 3,38%.
O estudo aponta, ainda, que esse prêmio da educação sofre aceleração na medida em que se somam os anos de estudo. Desta forma, o salário de uma pessoa sem qualquer grau de instrução tem um incremento de 6% quando ela alcança um ano de estudo. Já um brasileiro com 15 anos de estudo, que corresponde à conclusão do terceiro grau, passa a ganhar 47% a mais quando agrega ao seu currículo mais um ano (que representa o fim do primeiro ano de um curso de pós-graduação).
Outra conclusão da pesquisa é que cursos completos apresentam salários maiores que cursos incompletos, seja no ensino fundamental, médio ou universitário. Mesmo no caso da alfabetização de adultos, o salário é 10% maior e a chance de ocupação 66% maior do que os adultos que nunca freqüentaram a escola.
A proposta da pesquisa é colaborar com gestores públicos e privados que desenvolvem programas de educação e trabalho para a juventude.
A pesquisa foi desenvolvida pela Fundação Getulio Vargas (FGV), com o apoio do Instituto Votorantim.
Clique aqui para acessar a pesquisa.
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